30 de novembro de 2011

despedida 2

19 de abril de 2010.

Dessa vez, ainda não foi tão sofrido. Acho que estávamos confiantes com a formalização do namoro. Tínhamos a energia dos iniciantes e o frescor de algo novo. Estávamos felizes, com aquele poder ilusório de que seremos felizes para sempre. Ocupados demais em gostar um do outro, sem tempo para perceber que estávamos dando pulos em cima de uma areia movediça. Não tinha mais volta.

Na segunda noite que nos encontramos, ainda lá em Vegas, eu tava com frio e ele me emprestou uma camiseta amarela que eu coloquei por cima do vestido (mais curto que o salário e mais justo que Deus - piriguete em Vegas: mode on).

Quando ele voltou à Philadelphia, eu pedi a camiseta para mim. Era nova, mas passou a maior parte desse tempo que estamos juntos embaixo do meu travesseiro. Ele foi embora, mas a camiseta dele ficou comigo. E o cheiro. Um cheiro bom, de porto seguro.

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