23 de novembro de 2011

franja

18 de dezembro de 2009.

Quando o Jared apareceu na minha vida, eu  morava nos Estados Unidos há quase 1 ano e meio. Eu era uma Au Pair, expressão francesa que significa "a par" ou "igual", nesse caso, como um membro da família. No nosso beabá, eu era babá mesmo. Morei com um casal de americanos na Pensilvânia e cuidava dos três filhotes lindos deles em troca de casa, comida, estudo e uma graninha no bolso. Nada mal.

Numa sexta-feira fria de dezembro, eles todos sairam de casa. Eu não fui junto porque as minhas amigas estavam indo pra lá e, alô Brasil, sexta-feira era dia de balada. Tomei um banho de banheira na paz de Deus, sequei o cabelo e me deu uma vontade louca de ter franja. Desci as escadas, abri a gaveta e peguei a tesoura da cozinha. Notem que eu fiz isso tudo deliberadamente, em sã consciência.

Cortei. Olhei pra pia e tinha muito cabelo. Criei coragem e olhei pro espelho. Pânico. Das duas uma: ou eu era uma criança de 4 anos que tinha acabado de assassinar a franja na distração dos adultos ou uma índia juruna de alguma tribo sem cabeleireira. Liguei pras meninas: - Cadê vocês? SOS.

Elas chegaram e rolaram de rir de mim. Merecido. Fabiana, a anta da tesoura. O problema todo é que isso aconteceu uma semana antes de Vegas e tudo que eu menos precisava era ir viajar como uma retardada. Enfim, passou-se uma semana e a franja cresceu um pouquinho; o suficiente para a Jaque conseguir dar um jeitinho com a tesoura de cortar cabelo surrupiada do banheiro da patroa. Sucesso.

Fui eu para Vegas de franja. Aí, adivinhem qual foi um dos primeiros elogios que eu ganhei do meu então futuro namorado: - I really like your bangs! (Gostei da franja) BINGO! No segundo dia em que nos encontramos, eu não tive condições de alisar a bichinha de novo e saí com ela presa. Quando no vimos perguntei se ele ainda gostava de mim sem franja. - Yes, I do. But I like the bangs, too (ele claramente preferia a franja).

Levando isso em consideração, quando ele veio me vistar em Philly, resolvi cortar a franja de novo! Não custava nada seguir com a farsa do cabelo bom por mais um tempinho, mas dessa vez eu fui no salão de beleza, pessoal.

Mas enfim, esse foi só um pensamento em vão. Existe uma possibilidade de que se eu não tivesse ficado sozinha em casa naquela sexta e não tivesse resolvido destruir a minha auto-imagem em menos de três minutos, eu não teria ido para Vegas com franja, não teria chamado a atenção do mocinho e, consequentemente, não estaria aqui contando essa história sem pé nem cabeça para vocês.

No próximo post, continua a visita dele em Philly!

3 comentários:

  1. Meninas, solteiras e a procura: cortem suas franjas dja!! uhauahuahuahaua

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  2. Ri alto sozinha no basement!
    Eu já tive vontade de cortar o cabelo sozinha mas ainda não tive coragem suficiente.
    Tive franja há alguns anos, não ficou tão ruim... Quem sabe de novo? :P
    Beijo, adorei o blog!

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  3. Caracaaaa Fabi!!

    Riiii muiiitooo!!!

    Primeiro pelo "PQP.. sai correndo d salto.." Meu... Deu pra VER a cena!!!!!! Os cabelos esvoaçando, com a bolsa quase caindo no chão, de vez em quando uma torcidinha no pé e chegar ao encontro dele com as bochechas todas vermelhas!!! HAHAHAHHAHAHAHAHAHAH

    E esse impulso de "vo muda e é hj"... eu te entendo!!! Só que meter a tesoura nos cabelos...só fiz isso quando tinha 12 anos! hahahahahahahaha Imaginooo tua cara DESESPERO e o beiço de braba pela cag...!!!! HAHAHAHAHAHAHAHAH

    Mtoooo bommmm!!!

    Bjãooo!!!

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