14 de dezembro de 2011

aeroporto 4

22 de junho de 2010.

Exatamente um mês depois, eu estava de volta em Las Vegas, muito provavelmente pela última vez. Deep  breath. Eu tinha que ir, pelo menos mais essa vezinha. Depois, era depois. Peguei carona, trem, avião e mais outro avião e cheguei.

Sai do portão de desembarque procurando uma tomada. O meu telefone estava sem bateria (Y)! Eu não queria me perder de novo. Não achei tomada nenhuma e resolvi sair pelo mesmo lugar que eu saí da outra vez. Em último caso, baggage claim number 10, onde tínhamos nos encontrado antes. Fui.

Vocês sabem aquelas pessoas que ficam plantadas no desembarque de passageiros com uma plaquinha na mão? Fulana de tal. Sicrano nãoseidasquantas. Eu sempre leio todos os nomes pensando que essas pessoas devem ser muito importantes e que estão chegando naquele lugar para uma conferência ou uma reunião urgente de negócios.

Se eu não estivesse ainda pensando nas benditas tomadas e preocupada com a bosta do meu celular desligado, eu teria lido Fabiana Caldas e teria visto um loiro, alto, com olhos azuis, de terno, atrás da plaquinha. Sim, pasmem. Um calor fdp do deserto e ele de terno. Eu já ia passando reto, quando ele falou HEY! e balançou o meu nome no ar, com uma cara de quem diz "Fabiana Caldas, conhece?". Era eu mesma.

Eu queria ter registrado aquele momento para mostrar para vocês. Garanto que se eu soubesse que vocês estariam lendo essa história agora, eu teria dito: para tudo, não te mexe, vou bater uma foto! A plaquinha com meu nome eu guardei, afinal de contas, não é todo o dia né?!

Pegamos o carro no estacionamento e eu disse:

- Não quero ver as luzes de Las Vegas hoje, me leva pra casa pelo caminho mais curto.
- Que bom, porque eu não aguento mais esse terno!

^^


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