15 de dezembro de 2011

Las Vegas² - Copa do Mundo

Se na minha primeira ida a Vegas a gente tinha feito pouco turismo, dessa vez foi menos ainda. Não queríamos saber de cassinos, restaurantes caros, shows, baladas, nada. Só queríamos saber um do outro e da Copa do Mundo.

Nos Estados Unidos, as crianças escolhem os esportes que irão praticar no período pós-aula. Estes são divididos por temporadas. Por exemplo, baseball na primavera e verão, football no outono e inverno. O futebol/soccer era sempre na mesma temporada do futebol americano. Sendo assim, o Jared nunca jogou futebol americano, sempre futebol brasileiro soccer. E ele era sempre o número dois. Zagueiro.

Jared, sua bola e seus mullets pra lá de charmosos
Aí que nasceu essa paixão, que deve ter levado ele a cair de amores por uma brasileira, também apaixonada por futebol. Eu fui para Vegas armada com uma camiseta da Seleção Brasileira de presente. Ele ia ter que torcer para o Brasil, por bem ou por mal.

Um dia depois da minha chegada (23/06), era o dia do jogo dos Estados Unidos contra a Argélia. Pois bem, se eu ainda queria um teto na cidade do pecado era melhor eu comemorar aquele 1x0.  No dia 25, foi a vez dos brasileiros empatarem com os portugueses em um jogo sem gols. Esses jogos começavam às 11 horas aqui no Brasil e às sete da manhã lá em Vegas, por causa do fuso de quatro horas nessa época do ano. Então, a gente pulava cedo da cama. E eu voltava a dormir e roncar no sofá.

No dia 26, os EUA foi eliminado por Gana. E ele tinha era uma gana de me esgoelar, porque eu tive que implicar, né? Amores, amores, futebol a parte. No dia 28, segunda-feira, comemoramos (ele vibrou junto, porque ele é amado) os três gols do Brasil em cima do Chile em um bar vazio na Califórnia. Era 11:30 da manhã, mas tinha uma das cervejas preferidas do Jared no special. Ele lembra melhor da Blue Moon com laranja do que dos gols. 

No sábado que veio antes deste jogo, a gente resolveu de última hora fazer uma road trip para Huntington Beach, CA. Chegamos já tarde e saímos só para jantar. Nem preciso dizer que o domingo amanheceu nublado. Os branquelos foram para praia do mesmo jeito. Ele, sem protetor. Eu avisei, avisei, avisei. De noite, o meu namorado tava da cor do porquinho Baby. Já eu esqueci de passar protetor na bunzanfa brasileira 'quedeusmedeu' e na parte de trás das pernas e fiquei parecendo um picolé minissaia. 

Na segunda (28), ele tirou o dia de folga, assistimos ao jogo da Seleção e fomos passear em Long Beach antes de voltar pra "casa". Sentamos na praia a tardinha. Um ventinho gostoso, com cheiro de mar, vinha do Oceano Pacífico. E a gente ali, na companhia um do outro. Depois disso, pegamos a highway de volta para as luzes de Las Vegas.

No dia 2 de julho, acordamos cedinho para ver o Brasil ser eliminado por aquela cabeçada maldita daquele holandês maldito. No entanto, a eliminação na Copa do Mundo não era nada. No dia seguinte, era o nosso mundo que ia cair. No meu mundo, os três dias que viriam na sequência, seriam piores do que perder milhões de Copas do Mundo. 


Um comentário:

  1. Essa foto vale ouro, especialmente porque a bola é verde e amarela!!!

    Amei! Como sempre... e quero MAIS!!

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