15 de fevereiro de 2012

na busca por uma resposta

Janeiro de 2011.

Não sei se foi Deus, Buda, Allah, Oxum ou Oxalá, mas no dia 3 de janeiro arrumei um bico na Rádio Gaúcha, em Porto Alegre. Uma verdadeira benção financeira na minha vida cheia de gastos. Não era bem como jornalista, mas já estava valendo. Fui contratada por seis meses para escrever boletins informativos para uma concessionária de caminhões. oO

Eram dez boletins por semana e eu trabalhava de casa, da praia, de qualquer canto do mundo que tivesse internet. O que me dava tempo suficiente para surtar sobre o meu futuro e cair em contradição praticamente todos os dias.

Quanto mais eu queria a minha carreira, menos eu podia ter ele. Quanto menos eu podia ter ele, mais eu queria ele. Por que que a gente é assim, hein?

Aí que num mesmo dia, eu resolvi mandar mais currículos para Deus e todo mundo no Brasil, agendar minha entrevista de visto na Embaixada Americana, comprar livros para fazer um projeto mestrado aqui, fazer vestibular e bisbilhotar nos sites das universidades de lá. No dia seguinte, eu procurei uma psicóloga.

Se vocês não perceberam, eu não tinha nenhuma noção do que eu estava fazendo com a minha vida. E, como um tiro no escuro, eu comecei a fazer tudo que eu podia, sem conseguir me focar em nada. Eu apostei todas as minhas fichas e estava disposta a ir atrás do que desse certo.  Acontece que eu não estava feliz. Eu não queria decidir a minha vida no cara ou coroa. Eu queria uma convicção.

Enquanto eu não arrumava uma convicção, eu arrumava mais empregos. Em março, comecei a trabalhar em tempo integral para um jornal local e semanalmente em uma assessoria de imprensa. Assim, o único tempo que eu tirava para pensar no meu enrolo emocional era mesmo no consultório da minha psicóloga e no sofá na casa da minha amiga Laura, onde eu só parava de falar, para me encher de qualquer guloseima que ela me dava para comer.

Pobres ouvidos de Laura, aqui representando todas as minhas amigas do coração que pacientemente me ouviram e meteram o bedelho na minha vida, pensando sempre no meu bem-estar  e em férias em Las Vegas.

Do outro lado da América, o Jared esperava o meu turbilhão de sentimentos passar. Afinal de contas, eu tinha o direito de estar mesmo confusa. Ele sabia o que ele queria. Enquanto eu oscilava, ele permanecia ali, imóvel. O sentimento dele era a única coisa estável na minha total instabilidade. Ele era um chão, um rumo. Ele era o meu curinga e a minha carta na manga. Ele era a minha certeza no final do dia; e eu não podia me dar o luxo de ficar sem aquele norte.


2 comentários:

  1. "Eu queria uma convicção" ... nunca li uma frase que representasse alguém tão bem como essa te representa! Consigo ver você dizendo isso entre um sorriso nervoso e muitos "e se..." =D (dá saudade)! mas quem diria que o motivo de seu dilema seria, ele próprio, seu "norte", sua "única certeza no final do dia" ... Ele está, enquanto isso eu levanto a bandeira aqui: COMPRA LOGO ESSA BICICLETA E PEDALA ATÉ LAS VEGAS, a sua única certeza está lá esperando por ti!

    Beijoks de alguém que também está procurando por essa tal convicção!

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  2. Amei!! =)

    Estaremos sempre aqui, sempre perto!

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