3 de março de 2012

casa nova

Junho de 2011.

Nesse meio tempo, o meu então namorado resolveu que ia comprar uma casa. Sim, uma casa. Ele já tinha me dito que o contrato de aluguel vencia em agosto daquele ano e que pensava em investir em um imóvel, já que o mercado estava propício com a recessão da economia americana e blábláblá. Enfim, estava barato pra chuchu. 

Durante as nossas conversas, comecei a receber links dos imóveis que a corretora mandava para ele e antes mesmo de eu me dar conta, eu já tinha uma opinião formada sobre todas as casas. Opinião essa que eu ressaltava como meras sugestões, afinal de contas, a casa era dele [1].

Na meio da procura, ficou claro que valia mais a pena comprar uma casa novinha em folha. O preço compensava e seria mais fácil de vende-lá no futuro. Eis que surge a escolhida. Antes de fechar o negócio, eu recebi muitas fotos e vídeos do imóvel para dar a minha opinião/sugestão.

Como um mantra, eu repetia, que o mais importante era o que ele achava e não eu, afinal de contas, a casa era dele [2]. Ele sorria e concordava. Como quem não queria nada, ele me perguntava que cor deveriam ser as paredes e eu respondia que não sabia. Aí ele me mostrava amostras e eu acabava opinando/sugerindo. E assim, ele ia me ganhando.

No começo de junho, antes ainda de comprar a tal casa, ele comprou as minhas passagens. Os dois meses que eu tinha prometido, viraram três meses exatos. 11 de julho a 11 de outubro. Era oficial, nós íamos nos dar mais uma chance.

Um dia ele me perguntou, se eu não me importaria em estar lá durante a mudança. Não ia dar tempo de ele se mudar antes de eu chegar. Eu disse que não, desde que ele não me associasse como parte da casa nova. Combinado, diz ele. Mas, no fundo, eu sabia que não estava nada combinado. Eu ia fazer parte daquele momento importante na vida dele, a primeira casa própria. O que ia ser mais uma história para contar ou mais uma ferida para doer.

Por outro lado, eu fiquei feliz em saber que eu voltaria ao apartamento por pelo menos duas ou três semanas. O apartamento que me fez chorar nas últimas vezes que eu entrei nele, por justamente achar que eram as últimas. Naquele época, tudo parecia uma despedida. Tudo era despedida! Muitos dias poderiam ter sido os nossos últimos dias. Mas não foram. E antes mesmo de junho terminar, eu já tinha começado a arrumar as malas mais uma vez...


Um comentário:

  1. Quem casa quer casa! Diz o ditado... nem sei se existe a tradução para o inglês, mas o Jared é esperto e já sabia disso!! hehehehe

    Tô sempre atenta ao blog, mesmo quando não comento ;D

    Saudades já!!

    ResponderExcluir