17 de março de 2012

meeting the parents

Ainda agosto de 2011.

Eu já conhecia os pais dele pelo Skype, o que não podia ser diferente, já que 75% do nosso relacionamento é pelo Skype. No entanto, na hora de conhecê-los pessoalmente senti aquele friozinho na barriga como se eu não tivesse ideia de como eles eram.

Eu dizia: -"Avisa pra eles que eu sou baixinha, sou gordinha. Não dá para ver na maioria das fotos. Avisa para eles que eu tenho um sotaque forte e meu inglês não é lá essas coisas". Avisa pra eles isso, avisa pra eles aquilo. E ele ria sem parar de mim, parafraseando o meu host Peter que dizia que eu sou que nem o Papai Noel: todo mundo gosta do Papai Noel.

Eles iam chegar em Vegas na última quinta-feira do mês. Eu tinha chegado da Pensilvânia na segunda-feira daquela semana, o que me deixou efetivamente apenas terça e quarta para colocar a casa nos trinques. Isso soa meio machista, já que não é necessariamente responsabilidade minha manter a casa em ordem. Mas que se dane o meu feminismo nessas horas. Eu queria mesmo era impressionar.

O Jared foi direto do trabalho buscar eles no aeroporto e tirou o resto do dia de folga. A minha tensão durou no máximo 2 minutos depois que eles chegaram. Eles me deixaram extremamente à vontade. São uns fofos e sabem desde o começo como o filho deles gosta de mim, essa brasileira louca e confusa.

Não hesitei em ir para a cozinha fazer um strogonoff, porque é clássico, difícil de errar e a regra era impressionar mesmo! Nada de medir esforços na hora de agradar a sogra, um serzinho que pode determinar a paz doméstica em muitas famílias. Ela era ótima, mas no começo, todo mundo é ótimo. Melhor não arriscar!

Mais tarde, fomos numa loja de departamento para casa e eles compraram muitas coisas que o Jared ainda não tinha. Passamos a sexta-feira e boa parte do final de semana instalando ventiladores de teto, puxadores de armários e cortinas.

Eles me pareceram muito leves, bem dispostos e engraçados. Eu não precisava medir minhas palavras ou tampouco minhas cervejas. O que era um alívio em se tratando de mim, pessoa com pouco ou nenhum filtro. Fora isso, foi muito interessante e divertido reconhecer expressões e traços da personalidade do Jared neles.

O tempo passou voando e na terça-feira eles foram embora, mas a despedida foi tranquila porque na sexta seguinte era a nossa vez de ir para a casa deles em Lincoln, no estado da Nebraska. O Jared fazia questão de me levar para conhecer a terra natal, os amigos e o resto da família. Mas esse já é assunto para um outro dia. O importante agora é que passei no teste dos sogros sem deslizes. Uma estrelinha pra mim, por favor.

Um comentário:

  1. bom é saber que isso tudo se passou em agosto e como estamos em março ainda temos muitasss histórias para ler! Parabéns! Blog de Sucesso

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