9 de março de 2012

test drive

Saímos do aeroporto e fomos para a casa dele pelo caminho das luzes. Afinal, fazia um ano inteirinho que eu não ia a Las Vegas. Eu nem sequer achava que estaria de volta um dia. Ainda era meio surreal. Quando entramos no apartamento, ele me disse: -Welcome home! [Bem-vinda em casa!] Sorri e comecei a varrer todos os cantos com os olhos para ver o que tinha mudado. Pouco, quase nada. Era bom estar de volta.

Passamos de um casal de namorados que se vê em média 5 vezes por ano, para um casal de namorados confinado em um apartamento de um quarto, que dorme e acorda junto todos os dias. Era mais que um test drive, era um cursinho intensivo! Finalmente podíamos sair para jantar, ver um filme agarradinho no sofá e ir ao cinema. Podíamos fazer tudo e, melhor ainda, fazer nada juntos. Até enjoar da cara um do outro.

Enquanto ele ia para o trabalho, eu ia para a piscina do prédio, para a academia, para a cozinha! E ainda encaixotava as coisas dele para a mudança. O que pode parecer uma exploração, mas para mim era um passe livre para fuxicar em absolutamente tudo. Não que eu já não tivesse mexido em tudo da outra vez que eu fui, mas dessa vez, eu tinha consentimento e podia até pedir explicações caso fosse necessário. Ou debochar!

Duas semanas se passaram e depois de reclamar de todas as possíveis e imagináveis falhas do pintor, contratamos um caminhãozinho para a fazer a mudança. Depois de um dia inteiro de formiguinhas, lá estávamos nós, numa casa novinha em folha, com aquela bagunça boa de mudança, com cheiro de recomeço e um cansaço bom, de dever cumprido.




A única coisa que passava pela minha cabeça era que eu não queria me casar, mas, se eu quisesse, eu já tinha até casa!


Um comentário:

  1. E uma casa que sempre foi um pouco tua..sem precisar combinar :P heheh

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