21 de junho de 2012

pelotas

Janeiro de 2012. 

No dia primeiro fizemos um digno churrasco em família para comemorar o novo ano e o noivado. Pela primeira vez, muita coisa tinha mudado na virada do ano. Eu tinha assumido um compromisso que ia mudar a minha vida drasticamente. Porque sou uma pessoa drástica mesmo.

Apesar de ter pensado e repensado tanto, eu ainda não tinha compreendido a grandeza daquela decisão. O noivado era a pontinha do iceberg, que escondia mudança de país e casamento. Impregnados com o temido e irreal "para sempre".

Naquele ponto, eu ainda estava anestesiada. Que se dane o iceberg! Quase t
ão anestesiada quanto o Jack e a Rose, antes do Titanic afundar. Iceberg? A mala perdida do Jared chegou um dia depois do previsto e por isso adiamos a nossa viagem para Pelotas. Pelotas, minha cidade natal para quem não sabe, é parada obrigatória.

Pelotas é sempre uma maratona. Casa da vó, do vô , visitar as tias, os primos, a dinda, sair com os amigos da faculdade, almoçar com as amigas de infância. Eu quero tudo! Faço questão de ver todo mundo. E, dessa vez, todo mundo queria ver o gringo e, claro, o anel de noivado.

Além de ver todo mundo, eu quero ver todo mundo de novo. Eu quero mais tempo com aquela gente toda, que de uma forma ou de outra contava a minha históriaÉ um reencontro com o passado, para dividir as coisas do presente e assegurar que essas pessoas vão estar na minha vida no futuro. E eu na delas. Mais importante que reforçar os laços, eu diria que é dar um no duplo no relacionamento com quem a gente ama.

Os dias passaram voando e quando me dei conta, amanheceu o dia 7 de janeiro de 2012. Eu, sozinha, dar tchau para a minha vó já é tarefa difícil. Ver ela se despedindo do Jared foi péssimo. Eles não falam a mesma língua, mas se gostam muito. Acho que se unem pelo amor desmedido que sentem por mim.

Eu espero que isso não soe pedante. Posso não ser nada demais nessa vida, mas fui e sou muito amada. E o amor esta aí pra gente gritar aos quatro ventos. Eu tenho orgulho de todas as formas de amor que me transformaram na pessoa que eu sou, até as distorcidas.

Enfim, entramos no táxi, acenamos pela janela. Esses momentos de despedida com a vó, sempre grudam na minha cabeça.  É um tormento. Há muito tempo, ela me prepara para despedidas. O que inevitavelmente, nunca vou estar preparada. Por isso temos um trato, ela não pode morrer nunca.

Tá, parem de choramingar. Guardem as lágrimas para o aeroporto e todo aquele melodrama de ver o amor da vida da gente entrar num avião e voar para bem longe. Até o próximo post! :)



4 comentários:

  1. Aiiii Fabi! Eu li esse blog todo em um dia. não conseguia parar de ler e tava louca esperando o próximo post! Que história linda! Aguardo ansiosamente as "cenas dos próximos capítulos" hehe beijão!

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    1. Muito obrigada Flavia!!! Fico muito feliz :D vou tentar atualizar toda quinta! Ai todo munda sabe quando vir visitar!! beijao

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  2. Eu também li todo num único dia e estou passando por uma história que se parece com a sua em alguns pontos. Distâncias, dúvidas, expectativas, mudanças, aquela mistura maluca de sentimentos.
    Parabéns pelo blog e pelo maneira cheia de verdade com a qual você tem contado a sua história pra gente. Um beijo (:

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    1. Oi Caroline, espero que o blog te ajude nas duvidas, expectativas e decisoes. Pelo menos, saibas que nao estas sozinha. Todo mundo por natureza eh cheio de incertezas. Muito obrigada por ler e acompanhar o blog. Fico feliz com o feedback de voces. Eu escrevo para mim, para ventilar, mas confesso que adoro quando as pessoas se identificam! Muito obrigada mesmo e boa sorte. Segue o coracao, mesmo ele sendo tao dificil de entender.

      desculpa a falta de acentos, beijao!!

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