5 de julho de 2012

vestibular

Janeiro de 2012.

Sabe quando a gente dá um impulso na vida e depois segue andando sem fazer esforço. Assim foi janeiro. O Jared me deu um empurrão e eu saí rolando o mês abaixo.

único tropeço foi quando saiu o resultado do vestibular da Universidade Federal de Pelotas. Lá em maio de 2011, no meio da minha indecisão eu me inscrevi para o ENEM. Então, em julho eu fui para os EUA, voltei em outubro, fui lá e fiz a tal prova. Em dezembro, ficamos noivos e em janeiro veio o resultado: aprovado.

Passei para o curso de Ciências Sociais, um desejo antigo. Meu coração batia feliz e triste. Por mais que um milhão de coisas tivessem acontecido entre o dia da inscrição e o dia do resultado, parte de mim queria muito voltar a estudar. Ainda mais em uma universidade federal. Era uma vitória, pequena, mas era.

Eu tinha chegado na bifurcação da minha estrada. Infelizmente, não dava para seguir nos dois caminhos. Eu tinha que seguir um. E eu já tinha escolhido. Mas, vou contar um segredo para vocês, foi difícil demais excluir aquele e-mail. Era a constatação material de que a gente não pode ter tudo que quer na vida. A gente sabe disso, mas sempre dói quando nos deparamos com o cenário. Queremos tudo e mais um pouco.


Deletei. Não sobrou nem um print screen para contar história.

E como a vida adora ficar esfregando as coisas na nossa cara, hoje quando comecei a escrever esse post me deparei com esse pensamento do Jean Paul Sartre:
"Viver é isto: ficar se equilibrando o tempo todo, entre as escolhas e as consequências".

Pelo menos, estamos vivos.

3 comentários:

  1. Abdicar! Está aí uma palavra que não sai da minha cabeça há dias. Esse abrir mão que parece tão difícil hoje, no fim das contas, faz parte da vida desde que nascemos.
    Abdicamos do conforto dos braços paternos quando aprendemos a caminhar. Abdicamos da proteção familiar quando tomamos as rédeas da nossa vida. Abdicamos todos os dias para crescer e assim será, assim tem que ser se não quisermos parar.
    Não é fácil? Nem um pouco. Mas é preciso! E é preciso olhar para frente, feliz porque é possível escolher ;D

    Hoje passou uma matéria sobre Buenos Aires no jornal e deu saudades das nossas caminhadas por Belgrano!

    Amo-te

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  2. Ahhh, agora sao 1:41 am ainda estou aqui -.-
    Esse post me descreve completamente,estou aprendendo a abdicar de vontades, desejos individualistas pelo meu relacionamento... empurro toda culpa do meu gênio teimoso mas indeciso ao signo de Aries, e olha que nem acredito muito em horoscopo hahaha
    Namoro a distancia, moro em East Coast e ele Midwest -nenhum no momento pode tem condicoes de se mudar ele por causa de alguns beneficios que tem do governo e eu por simples capricho a.k.a sonho!
    Tao dificil ceder e pensar : "O que for necessário acontecer ,simplesmente vai acontecer esteja onde vc estiver."
    Mas to chegando la...vou chegar se Deus quiser haha

    Beijos
    Carol Inacio

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    1. hahaha desculpa por ter te prendido! :) É difícil deixar de pensarmos só na gente e ter que pensar no resto todo, mas acho que isso é virar gente grande né..é um exercício!!

      Nossa! Eu tbm morava na East Coast (outside Philadelphia) quando conheci o Jared e ele é total Midwest (Nebraska). Ai eu lembro que a host de uma amiga minha me disse "fica longe dos caras do Midwest"! Ela é uma figuraça. Aí quano do ficamos noivos, ela comentou algo do tipo: acho q eu estava errada sobre o Midwest boys! hahaha Onde vcs moram?

      Vai chegar lá sim Carol! Vai dar tudo certo!!! Beijão!

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