6 de setembro de 2012

mudança

Abril de 2012.

Final de abril chegou com a missão de encaixotar a vida. A casa dos meus pais estava finalmente nos "finalmentes". A gente, que já tinha se mudado tanto nessa vida, mal via a hora de nos mudarmos de novo, dessa vez uma mudança mais permanente, mais sólida. Estávamos nos mudando para a nossa casa.

A beira de qualquer mudança, de qualquer tamanho ou natureza, somos obrigados à rever nossas vidas. Qualquer grande mudança esconde uma linha que nos separa do modo como estávamos vivendo até agora do modo como pretendemos viver daqui para frente.

Quando mudamos de casa, marcamos um encontro com as nossas memórias e acabamos separando as que queremos guardar e aquelas que já não cabem mais em lugar nenhum. Fazemos uma boa faxina, abrindo espaço para as coisas novas que virão. Mudar é tão bom quanto necessário. E o melhor de tudo é que para mudar normalmente não precisamos sair de casa.

Para mim, a mudança era ainda maior. Ao mesmo tempo que os meus livros iam parar em caixas, eu colocava as minhas roupas em malas. Malas que não seriam abertas por outras duas semanas. Isso fica, isso vai comigo, isso não cabe, isso não vai nem fica. A triagem era maior. Afinal, eu não estava simplesmente mudando de bairro.

A minha mudança era de vida, de continente, de língua. Eu ia mudar de fuso horário e de estação,  de país e de estado civil. Fazer a mala fechar era o de menos. A mala fechou relativamente fácil, comparado com o dolorido fechamento de um ciclo.

Depois de anos do trabalho dos meus pais, nos mudamos oficialmente para a casa nova no dia primeiro de maio. O feriado não podia ser mais sugestivo. O que matematicamente me dava dez dias de casa nova, de vida nova com eles. Dez dias depois, uma outra casa, uma outra vida me esperava. Dez dias e tantas coisas, tantas caixas, tantas malas.


9 comentários:

  1. Essa coisa de mudança mexe mesmo conosco de uma forma ou de outra. E eu entendi tão bem a mensagem nas suas comparações entre mudar e mudar-se... Fácil, fácil não é, porém, os resultados fazem tão bem que vale (e muito) a pena tentar. Viver é isso, um dia de cada vez... Nenhum passo de cada vez... E vice-versa... Que bom termos a chance de viver esses processos né? Que bom que vc divide isso com outras pessoas e que eu tenho a chance de (de certa forma) participar disso tudo. E sobre o caldinho de feijão, só depende de vc. Em todo o caso, o convite está oficialmente feito. Bjs Fabi. Lana

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    1. :) peço desculpas pela demora na resposta e pelo texto mal revisada! semana passada fui atropelada pelos fatos e logo logo vem mais mudanças e mais histórias aqui no blog! Obrigada pela companhia! Caldinho de feijão. Que crime. To com desejo agora! Beijao

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  2. Pq mudança traz sempre esse sentimento de vida nova pra gente, né? Um novo começo, a esperança de q td está mudando pra melhor sempre. A oportunidade fechar aquela porta e abrir uma outra, repleta de novas oportunidades. É sempre mto bom mudar!

    Ah! Eu e uma amigas queridas pensamos em irmos pra Vegas ano q vem, mas só no fim do ano, sonho nosso, mas pretendemos casar em Vegas todas juntas....rs, na verdade uma renovação de votos, vou querer te ver! Bjos

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    1. OBA!!! VENHAM! Fugimos dos bofes e vamos num strip :P pra re - despedida de solteiras :)beijo beijo

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    2. kkkkkkkkkk, isso ia ser óooootimo! Só estamos com alguns problemas de: mães precisando de babás...kkkkk, como é difícil viajar e deixar nossos pequenos....

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    1. maria do meu coração, vem me visitar mais vezes. Desnaturada. :P amo.

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  4. Mudança dói, mas faz bem. É o clichê: o que arde cura!
    Temos que nos mexer para sacudir a poeira, temos que ousar para não correr o risco de ficar "às margens de nós mesmos" ;D

    Amo

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    1. sempre acrescentando a minha vida com poesia. Eu não te mereço! :P saudade!

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