13 de dezembro de 2012

amor em movimento - natura

Achei esse vídeo promocional da Natura, uma fofura só. Até rima. Também achei bem no clima do bloguinho e vim aqui dividir com vocês. Porque o amor de verdade não é perfeito. E é perfeito. Que seja assim. Que assim seja.





aniversários

Agosto e Setembro de 2012.

Desde sempre a gente sabia que teríamos que nos casar se quiséssemos ficar juntos. Precisávamos casar para poder namorar mais. Depois do noivado e da minha vinda permanente para os Estados Unidos, regularizar a situação era uma questão de tempo.

Eu cheguei a conclusão na minha cabecinha pensante que eu ainda era muito nova para casar. Afinal, 25 aninhos era a reta final dos adorados 20 e poucos. Então, eu disse que só casava depois que eu fizesse 26. Uma idade mais condizente aos planos mirabolantes para a minha vida quase perfeita, que só aconteceu nos meus planos mesmo.

O Jared com toda a paciência que Deus deu para ele, concordou. Até porque ele também era muito novo para casar. Quer dizer, na cultura americana ele já estava ficando passadinho, que nem eu. Mas desde que eu entrei na vida dele nada é mais puramente determinado pela cultura americana. Só o barbecue sauce que está fora de discussão.

Chegou o 4 de agosto, aniversário de 26 anos dele, o que me deu 27 dias para debochar do fato de ele estar ficando velho. Teve bolo, velhinha e um dia de folga na piscina. Nada mal para um senhor de idade.

Como era de se esperar, exatas 4 semanas depois, chegou a vez dos meus 26! Acordei  às 6 da manha ansiosíssima para abrir meus presentes, todos enrolados em folhas de jornal no sofá da sala. Muitos presentes, todos fofos mas o melhor de todos foi um roller para eu voltar a ser adolescente. Ou para pagar mico mesmo andando de "patins" com 26 anos na cara.

Abri tudo meio que rapidinho, liguei para a família no Brasil e pegamos a estrada para Utah. Na segunda-feira seguinte era feriado e resolvemos ir acampar. No meio do na-da. O verão já estava mais pra lá do que pra cá e dava para contar nos dedos as barracas. Sem telefone, sem internet, sem televisão. Só nós os três. Era um presente e tanto de aniversário.

O final de semana foi bem acampado mesmo, com direito a trilhas, fogo no chão, cachorro quente  e marshmallow no palitinho. Durante a noite, tava tão frio que o Chima acabou dormindo no meio de nós dois. Na segunda noite, resolvemos tomar um porre para espantar o frio. Quando a cerveja acabou, tomamos vodca com energético, quando a vodca acabou, abrimos um garrafão de vinho branco. Vocês imaginem o estrago.

Pelo menos, a gente se divertiu com pouco. O Chima ficou de dono do pedaço e comeu todos os gravetos que ele encontrou. Tudo muito bom, muito bem, mas mal amanheceu a segunda-feira e eu já queria voltar para o conforto da minha casa. Com uma ressaca maior que o estado de Utah inteiro, eu queria um banho quentinho, uma casa quentinha, uma comida quentinha. Qualquer coisa quentinha. Arrastei o Jared para fora da barraca e pegamos o rumo de volta.

Acho que acampar daqui para frente virou uma coisa meio utópica  No mínimo, uma cabana. Tomara que ele não me escute. Realmente, ele pode ter feito aniversário antes de mim, mas quem está ficando velha sou eu.




Voltamos para casa. E agora nada mais ficava no meio do nosso casamento no civil. Não tinha mais desculpa. Não tinha mais tempo. Não tinha mais rolo. Como o Jared, não veio ao mundo à passeio, casamos antes do que vocês imaginam, mas esse é assunto para outro dia.

7 de dezembro de 2012

happy tail [cola feliz]

Agosto de 2012.

Como já comentei aqui, um dos motivos que me seguraram por tanto tempo no Brasil a saúde da minha vó. Não estar fisicamente presente na vida dela, tão frágil e preciosa para mim, é um preço bem alto que eu pago pela minha escolha. Sendo assim, qualquer notícia ruim relacionada a elame derruba em dois toques.

O Jared sabe disso melhor que ninguém e tem até reservinhas de dinheiro para qualquer possível viagem de emergência. Isso também, porque sem que eu consiga entender ou explicar, eles dois tem um carinho enorme um pelo outro.

Enfim, depois de passarmos um final de semana de caseiros no chefe do Jared, o Chima voltou pra casa com a ponta do rabo machucada. Deixa eu explicar melhor: o chefe foi viajar e perguntou se a gente poderia ficar uns dias na casa dele cuidando os quatro cachorros da família. Aceitamos sem problemas, já que o nosso cachorro poderia ir junto. 

Pois bem, o Chima se divertiu tanto com os outros cães  balançou tanto a cola que fez um feridinha na ponta. Na semana seguinte, começamos a notar sangue nas paredes e percebemos que era da cola dele. Ouvimos dizer que se não cicatrizasse teríamos que cortar o rabo fora, então resolvemos levar ele no veterinário em seguida.

Nesse meio tempo, fiquei sabendo que a minha vó precisaria de um outro cateterismo. Aquele procedimento no coração, que já comentei por aqui. Dessa vez, ela estava com uma dor nas costas (pulmões), que poderia estar relacionada com o coração  Ela já tinha se escapado no ano passado, mas agora não tinha jeito. Tinha que fazer o cateterismo, exame para analisar a situação das veias, e logo em seguida, a angioplastia, para desentupir as veias. 

Eu resolvi conversar com o Jared pessoalmente sobre as condições de saúde da vó. Coincidentemente, era dia de levar o Chima no veterinário. Então, conversamos no caminho da consulta. Ele fez cara de triste e não falou muito coisa. Afinal, não tem muito o que dizer.

Chegamos lá, ainda com medo de ter que amputar a cola do cachorro. A veterinária disse que não era nada grave e que provavelmente não iria precisar cortar. Nas palavras dela, ele só tinha uma " happy tail" - cola feliz, de tanto abanar o rabo com força e bater nos móveis e paredes. 

Saímos do veterinário aliviados. O Chima ainda contrariado com o rabo enfaixado e um daqueles cones na cabeça. O Jared olhou para mim e disse: "I wish vó only had a happy tail". [Eu queria que a vó só tivesse uma cola feliz].

Claro, que ele quis dizer que gostaria que ela não tivesse nada sério e que todo mundo pudesse ficar aliviado. Mas eu achei muito engraçado e acabei abrindo o meu primeiro sorrido do daquele dia pesado. Como eu sou muito simplória, contei para ela, que mais simplória do que, cai na risada também.

No final das contas, ela praticamente só tinha uma cola feliz mesmo. O cateterismo correu tão bem que acabaram desmarcando a angioplastia. O médico disse que ela poderia vir até para Vegas nos visitar! O coração estava muito bem, obrigada. Ficamos todos contentes, com a cola feliz, abanando os rabinhos.