13 de março de 2013

outros olhinhos (pretos)

Novembro de 2012.

Vou tirar uma folga hoje e passar a palavra para o meu irmãozinho. Para quem não sabe, eu tenho um irmão mais novo, bem mais novo! Agora ele tem 13 anos, mas tinha 12 quando escreveu o texto abaixo, na sexta série. Em novembro do ano passado, a professora pediu para os alunos escreverem sobre um momento inesquecível e emocionante que eles tenham vivenciado. Ele escreveu sobre o dia que eu vim para os Estados Unidos e, depois de eu muito insistir, ele me mandou a redação. Aqui vai, a maneira como ele viu e viveu aquele dia, realmente inesquecível e emociante para todos nós. 


A VIAGEM

No dia em que minha irmã foi viajar para os Estados Unidos, a gente chegou ao aeroporto era umas 21 horas o voo era a 1 hora da manhã pois eram 13 horas até chegar à Las Vegas, o check-in fechava exatamente meia noite e minha irmã foi fazer ele as 23 horas, mas na companhia que ela foi a 3 anos atrás não era preciso uma passagem de volta só de ida, mas essa outra que ela foi exigia pois ela poderia ficar trancada na imigração, eles poderiam achar que ela ficaria ilegal lá.

O aeroporto tinha uma pequena lan house onde minha irmã conseguiu falar com o Jared que hoje é marido dela para ele comprar no site da empresa uma passagem de volta, a lan house que já estava fechando e ela conseguiu imprimir a passagem, mas na hora de fazer o check-in deu um problema e durante meia hora eles não conseguiram fazer e minha irmã teria de voltar outro dia e comprar uma nova passagem, mas depois de muito tempo era a mulher da empresa que estava fazendo algo de errado no computador. 

Minha irmã conseguiu a passagem e foi para lá, foi um momento de muita emoção pois só tínhamos nós no aeroporto mais ninguém, mas ela conseguiu e embarcou. 

No dia da 1ª viagem dela para os Estados Unidos, que foi no dia 8 de setembro de 2008, a 4 anos atrás ela se casou esse ano e hoje vive legalmente com o seu marido, Jared Ubben. Ela até fez um blog que completou um ano ontem contando toda sua trajetória pelo Estados Unidos, onde fez muitos amigos e descobriu varias coisas novas, o blog é www.naoqueromecasar.com. Apesar do nome ela se casou, haha.

Eduardo Caldas


É ou não é uma fofura? Para quem quiser ler/reler a minha versão da história, eu contei nesse post aqui.


7 de março de 2013

garage sale

6 de outubro de 2012.

Desde que eu cheguei, em maio de 2012, tivemos que dar uma remodelada no closet. Em outras palavras, tirar as roupas do Jared e colocar as minhas (hoho). Como eu trouxe só o que cabia na mala, um cantinho  foi suficiente para mim naquele momento. O que não durou muito. Aos pouquinhos fui tomando conta.

De qualquer forma, na época persuadi o Jared a fazer umas doações, mais pelo bem do nosso relacionamento e da moda atual do que por espaço.

Fato é que o Jared tem roupas demais. Quanto aos sapatos, o adjetivo demais não seria suficiente para descrever a quantidade de tênis que ele tem. Modelos iguais, cores diferentes, cores iguais, cadarços diferentes. É um ab-sur-do. Sem falar nos tênis novos, que ele não usa para não sujar. Juro por Deus.  Vocês entendem uma pessoa dessas? Tem até um tênis que virou cofre, porque ele não usa nunca.

Anyways, com o tempo, o closet foi ficando cada vez menor para nós dois e começamos outro mutirão de doações. O que foi uma experiencia muito engraçada para ele, criado numa casa enorme, com porão, sótão e tudo mais. Os pais dele guardaram praticamente tudo.

Já eu, sou guria de apartamento, sempre com pouco espaço. Todos os anos, a minha mãe fazia a gente doar roupas e brinquedos que não usava mais. Era lei. Nada que não se usasse era guardado. Às vezes,é uma delícia, revirar as coisas do passado e por um lado, eu até gostaria que a minha mãe tivesse guardado mais coisas nossas e, principalmente, dela. Eu sou super fã de moda e decoração retrô

No entanto, eu sou igualzinha a ela e detesto quincalharia. Eu virei o terror da família do Jared. A última vez que eu estive na casa dos pais dele, eu fiz o Jared doar doze sacolas de roupas e sapatos. A mãe dele me olhou praticamente com lágrimas nos olhos, mas no final das contas ela já estava entrando na onda e colaborando para o aumento da pilha de doações. Eu sou a bruxa,  faxineira das memórias.

Nesse espírito, eu resolvi que a gente deveria fazer uma garage sale e vender tudo que não queríamos mais. Até porque garage sale é uma coisa muito de filme americano e eu tinha que ter essa experiência americana de quase ser.

Se antes de casada, eu já mandava e desmandava nos armários dessa casa, agora Miss Ubben, fiquei insuportável.  Apesar de aberta para negociações de alguns itens e disposta a conservar algumas coisas.

O grande dia chegou. Espalhamos os nossos cartazes pelo bairro, ao lado de outros tantos. Na verdade, a garage sale era uma ação da comunidade, que acontece duas vezes por ano. O bairro inteiro coloca suas quinquilharias à venda.

A maioria das roupas foi doada, mas aqui está o saldo do nosso evento.

2 abajures- $15
2 quadros pintados pelo Jared - $15
2 lençóis de casal sem uso (horrorosos) - $6
1 vaso de plantas - $2
2 camisas - $16
2 camisetas - $13
1 cadeira de escritório - $15
1 par de tênis - $10

Total: $92

O resto foi vendido ou continua à venda nos classificados! Confesso, que o lucro maior foi o espaço livre em casa! :)