18 de abril de 2013

100 postagens

Quem diria, um marido, um green card e mais de 30 mil visualizações depois, aqui estou eu escrevendo a minha centésima postagem. Até agora foram 100 pedacinhos desse quebra cabeça, 100 capítulos dessa história sem fim e muito mais de 100 leitores (muito amados), alguns sempre se fazendo presentes e outros que leem escondido, num quarto escuro.

Falando nisso, um dia eu estava numa festa no Brasil e um amigo/conhecido me parou para dizer que o meu blog era um (quote) "orgasmo mental" (muitos risos)! Não sei quantas cervejas ele já tinha tomado, mas sempre quando ele me vê, ele "admite" que acompanha o blog, mas que não curte, nem comenta porque acha que soaria um pouco "gay" da parte dele. 

Bom, antes que vocês interpretem o rapaz mal, ele não é nenhum preconceituoso de plantão, pelo contrário, é um gurizão, boa praça, e eu entendi bem o que ele quis dizer. Além disso, fiquei mega feliz em saber que ele lê minhas histórias de "mulherzinha". Fulano, se tu estás lendo agora, aí dentro do armário (brincadeira), muito obrigada pelo carinho sempre =).

Para comemorar esse cem posts e, também, encher um pouco de linguiça - afinal, já estamos quase chegando "nos dias de hoje" - eu resolvi aceitar o desafio e participar desse meme que a dona do blog Alemanha de Norte a Sul, Ká Miranda, me passou.

Como o número de leitores dessa minha/nossa história esquisita está crescendo a cada dia e tem muita gente que não me conhece pessoalmente, eu achei a brincadeira uma boa oportunidade para falar um pouquinho mais de mim e do blog. Afinal, toda a exposição  existente parece não ser suficiente! Muito obrigada pelo convite Ká, desculpa a infinita demora. Vamos lá!

11 coisas aleatórias sobre mim:

1. Eu adoro polêmicas. Todas elas.
2. Já fui mais politicamente correta.
3. Estou sempre precisando fazer regime.
4. Sou extremamente sociável, mas gosto de ficar sozinha.
5. Escrevo como forma de terapia, mas adoro confetes.
6. Não gosto de ajuda na cozinha, mas não me importo de ajudar.
7. Sou muito curiosa e mimada.
8. Adoro viajar.
9. Penso demais em tudo e tenho medo das coisas que eu penso.
10. Morro de saudade da minha família e amigos todos os dias.
11. Tudo tem que ser do meu jeito. Tá bom, quase tudo.

11 perguntas propostas:

1. Por que resolveu criar o blog?

O blog foi a maneira que eu encontrei de colocar para fora a angústia de não saber que fazer com a minha vida. Era o meu desabafo, a minha válvula de escape e acabou me fazendo entender porque tudo aconteceu do jeito como aconteceu. Contar essa história me fez revive-la, apesar do terrível lugar comum e de eu não ter coragem de reler o blog. Eu senti tudo de novo e o que não fazia sentido racionalmente, explicou-se perfeitamente quando eu parei de pensar e voltei a sentir.

2. Uma coisa que o blog trouxe de bom?
Muita gente querida, pensamento positivos e palavras bonitas de amigos antigos e novos, que vieram de brinde. O blog também me deu uma perspectiva diferente, eu me achei nas minhas próprias palavras. 

3. Uma coisa que o blog trouxe de ruim?
Exposição. Depois que a gente escancara a porta da vida da gente, sempre fica uma fresta, mas acho um preço justo a ser pago.

4. Um bom livro?
As cinco pessoas que você encontra no céu, Mitch Albom.

5. Um passatempo?
Ler.

6.  Algo que tenha orgulho de ter feito?
Faculdade de Jornalismo. Apesar de não estar exercendo a profissão, que por sinal é muito ingrata, o orgulho é quase maior que o ego dos jornalistas e que as amizades formadas.

7. Onde quer estar daqui a 5 anos?
Já respondi essa pergunta uma vez e nada do que previ aconteceu e, ainda assim, foi tudo bom, até melhor. Quero estar aonde a vida quiser me levar.

8. Quem é seu maior exemplo de vida?
A minha mãe, vale?

9. Você já realizou algum sonho?
Alguns. Fazer faculdade, viajar para o exterior, saltar de paraquedas e viver um grande amor. Ainda falta muitos outros e mais os outros que virão.

10. Uma esquisitice:
Eu gosto do cheirinho das orelhas do meu cachorro.

11. Um recado:
Aposte suas fichas.

* Peço desculpas pela pausa na novela mexicana. Estou naqueles momentos intensos, sendo engolida pelos fatos, que logo logo eu conto aqui. Semana que vem tem mais com post de Natal 2012. =)


11 de abril de 2013

green card

19 de dezembro de 2012.

Nos tempos de Au Pair, o green car(d) das nossas preocupações era o carro verde da Nany que tava sempre nos colocando em cilada. Mesmo! Do time das brasileiras, eu, Nany, Jaque, Fernanda e Joyce, nenhuma de nós tinha planos de ficar nos Estados Unidos. A gente vivia de festa, arranhava no ingrêis, morria de saudade do Brasil e não queria nada com nada com a terra do Obama.

Pois bem, perdemos três soldados nessa batalha: eu, Nany e Joyce acabamos ficando, voltando, enfim, não resistimos a esses americanos amados, que movem montanhas por uma brasileira, ô. E aí, surgiu a necessidade de nos preocuparmos com o tal Green Card de verdade. Uma coisa meio aterrorizante a princípio. Lembram da Sol de América? Pois é, total coisa de novela isso. 

Por sorte, a Joyce (um viva para ela) casou antes de mim, fez tudo sozinha e me deu todas as dicas, até me mandou a papelada dela para eu copiar. Além disso, ela também me adicionou num grupo de brasileiras casadas com americanos no Facebook. Sem palavras, Joyce.

Não sei se eu já contei para vocês sobre o meu AA - para brasileiras que vivem por aqui na mesma situação que eu. Uma benção na minha vida. Desse grupo, acabei indo parar em outro grupo mais fechado. Lá conheci um monte de meninas legais, entre elas, a Mariana, que morava aqui pertinho de mim. Ela e o marido revisaram todos os nossos papéis e tiraram nossas dúvidas de última hora. Outra benção. Many thanks guys! You rock!

O processo não é nada de outro mundo e, sim, uma burocracia que consome tempo e um pouco de dinheiro. Basicamente, é uma série de formulários com informações pessoais e detalhadas dos envolvidos, desde bens materiais do Jared, depoimentos de terceiros sobre a autenticidade do nosso relacionamento, fotos, passagens, até as minhas condições de saúde.  Eles querem saber onde moramos e trabalhamos nos últimos cinco anos, se pagamos impostos, nome da mãe, nome do pai, cor da cueca preferida e o diabo à quatro. Mais importante, eles querem saber se somos um casal de verdade.

Nesse sentido, eu não estava nem um pouco preocupada. Se o agente da imigração achasse que nós não éramos um casal de verdade, eu ia dizer para ele vir passar uma semana aqui em casa e presenciar todas as nossas brigas bobas de marido e mulher. Garanto que ele ia aprovar o meu Green Card no primeiro dia, mas vamos por partes.

Tudo começou lá em agosto de 2012, quando eu comecei a preencher a papelada toda. Na semana do nosso casamento civil, em setembro, eu fui num médico reconhecido pela imigração provar para a comunidade americana que eu não carrego nenhuma doença contagiosa e incurável da Floresta Amazônica. Até teste de tuberculose eu tive que fazer e morri de medo de estar com uma reação absurda no braço no dia do casório. Isso porque é muito comum brasileiros testarem positivo para tuberculose, mesmo não tendo a doença, em função da vacina que tomamos quando crianças. No entanto, não foi o meu caso. Graças ao bom Deus. Por que era só o que me faltava, né?

Casamos no dia 8 de setembro de 2012, e, sem perder tempo, pegamos a certidão de casamento e mandamos tudo para imigração no dia 17 do mesmo mês. No dia 29 de setembro, a embaixada brasileira itinerante veio à Las Vegas e eu já aproveitei para registrar o nosso casamento no Brasil e acabei renovando o meu passaporte, quase vencido, com o nome de casada. Sim, nome de casada.

Dois dias depois, muito mais rápido do que eu imaginei, a imigração marca uma coisa chamada biometrics, onde a pessoa (eu) vai fazer impressões digitais e bater uma foto para o green card, caso seja aprovado. Aí, a pessoa (eu de novo) surta porque o único documento reconhecido pela imigração que eu tinha até então  estava nas mãos da embaixada brasileira. Para renovar o passaporte, eles ficaram com meu antigo e iriam mandar pelo correio junto com o novo sabe o bom Deus² quando.

Por sorte, eu já tinha feito o moço da embaixada colocar urgente em todos os meus formulários e ainda passar um marca texto em cima do urgente. Sabe como é, né? Brasil é Brasil até fora do Brasil. Não satisfeita, liguei para embaixada brasileira em Los Angeles e depois de um péssimo atendimento no telefone consegui expressar que eu precisava do passaporte de volta até o dia 24 de outubro. Eles tinham me prometido até o final do mês, mas eu precisava no dia 24, sem mais.

Mordi a minha língua, quando no dia 5 outubro, isso mesmo, 5 de outubro, recebi o passaporte novo e o antigo na porta da minha casa. Não sei se eles ficaram com pena ou com medo de mim ou se são sempre eficientes assim. Enfim, uma salva de palmas para embaixada brasileira de Los Angeles. Fiquei tão feliz que até liguei de novo SÓ para agradecer! Muito obrigada, gente.

Então no dia 24 de outubro, eu fui no escritório da imigração aqui em Las Vegas. Eu e uma galerinha do México, mais um pessoal asiático, entre outros. Desculpem a minha ignorância, mas eu não consigo distinguir a diferença entre coreanos, chineses e japoneses. Chegando lá, já começa aquele clima de segurança de aeroporto, detector de metais, guardinhas, filas, corredores inóspitos e pessoas sérias. 

As meninas do meu AA disseram para eu ir bem bonita, por causa da foto. Fui lá, coloquei brinco, maquiagem e, até hoje eu não sei porque, prendi o cabelo num coque. A moça, com cara de poucos amigos, tirou as minhas impressões digitais e pediu para eu sentar numa cadeirinha e olhar para câmera, que estava acima. Sim, a câmera tirou a foto de cima da minha cabeça. Ela disse que não podia mostrar os dentes, mas que eu podia sorrir com a boca fechada. Eu também não sei porque eu achei que era uma boa ideia e sorri o meu melhor sorriso "cara de bunda". O resultado dessa combinação letal, está aqui, um pavor:


Por motivos óbvios, eu não ia divulgar essa foto nunca, mas achei que não seria justo privar vocês de uma boa gargalhada da minha cara péssima com prisão de ventre. Essa carteirinha chegou no dia 28 de novembro. Não é o Green Card e, sim, uma permissão de trabalho e uma advance parole, que me concede uma (1) viagem para fora dos Estados Unidos, durante o desenrolar do processo. 

Pelo jeito os nosso papéis estavam certinhos e eles não pediram nada extra. A única coisa que me separava do verdinho era a tão temida entrevista com o agente da imigração. Recebemos uma cartinha, avisando que seria no dia 19 de dezembro, às 11 horas da manhã.

No hora e local marcado, lá estávamos, numa sala enorme, com cadeiras ocupadas de duas em duas. Dezenas de casais esperavam ansiosamente um agente chamar o nome deles para a entrevista. Até que ouvimos, Mister e Miss Ubben. Esse "Miss Ubben" é sempre um choque de realidade.

Caminhamos por um corredor sem fim, sem trocar uma palavra com o agente. Até que ele apontou duas cadeiras para gente sentar e o meu coração pulou na boca, pelo única vez durante toda essa jornada. Era isso. Tudo ou nada. Sentamos. Juramos falar a verdade e apenas a verdade. Comecei dizendo que eu tinha um blog que se chama Não Quero Me Casar. Não, mentira. Não contei essa parte.

No momento em que começamos a conversar, toda a tensão se dissipou. Ele perguntou como nos conhecemos e a mesma história, contada infinitas vezes, tomou forma na sala do agente da imigração. Ele perguntou se tínhamos filhos, casa própria, se já tínhamos sido casados previamente, se o Jared já tinha ido ao Brasil e a cada resposta nossa em uníssono, ele sorria e dizia que a gente tinha todas as respostas certas. O amor era a nossa resposta certa.

Ele disse ainda que normalmente não fazia entrevistas, mas que resolveu ajudar naquele dia e e que nós dois éramos o melhor casal que ele podia ter pego. Dito isso, ele me fez todas aquelas perguntas de protocolo, como já roubou, já matou, traficou drogas ou pessoas, se prostituiu e tudo mais e  pediu para ver as nossas "provas de união". Abri a bolsa e despejei na mesa dele milhões de fotos, passagens de avião, cartas, cartinhas, cartões. Ele disse que tava bom, que não precisava ver mais nada e que meu Green Card estava aprovado. Com estrelinhas. Não, ele não disse isso, mas foi assim que eu me senti.

Assim sendo, ele explicou que a partir daquele momento eu era uma residente permanente dos Estados Unidos e que, em dois anos, eu precisaria voltar na imigração para renovar o meu Green Card. Como residente, eu posso trabalhar, estudar e ir e vir dos Estados Unidos. Preciso morar aqui seis meses do ano para não perder esses direitos e não posso de maneira nenhuma me registrar para votar. Votar é um privilégio dos cidadães americanos e considerado ofensa federal se exercido por residentes como eu. Em três anos, se eu quiser, eu posso aplicar para a cidadania americana.

Eu sabia que eu não poderia votar, mas levei um susto quando ele disse que apenas o fato de eu me registar para votar poderia acarretar em deportação e perguntei que outras coisas eram "deportáveis". Ele disse que era mais ou menos isso. Aí, a minha boca mais rápida que o meu cérebro, perguntou se matar o marido era considerado caso de deportação. Juro que eu perguntei isso.

O Jared me deu um olhar subzero que me congelou na cadeira e fez aquela cara de "quem vai te matar sou eu", até que o agente deu uma gargalhada e disse: tá aí mais uma prova de que vocês são um casal de verdade e, sim, seria caso de deportação. Bom saber.

Então, no dia 2 de janeiro de 2013, chegou o tão esperado Green Card, mais uma prova física da minha cara de bunda incontestável. Olhem, ele é verdinho mesmo:


Fica aqui o registro desse processo que nem doeu tanto. Para quem está na mesma situação, se precisarem de ajuda e tiverem dúvidas, perguntas ou fofocas, como diria um amado professor da comunicação, contem comigo. Como vocês viram, eu tive bastante gente me ajudando e adoraria retribuir a gentileza. =)

Nome: Fabiana Caldas Ubben
Processo enviado: 17 de setembro de 2012
Recebido pela imigração: 20 de setembro de 2012
E-mail e SMS de confirmação de recebimento: 25 de setembro de 2012
Registro do casamento no consulado brasileiro: 29 de setembro de 2012
Recebimento das cartas de confirmação: 1 de outubro de 2012
Email e agendamento do Biometrics: 1 de outubro de 2012
Passaporte novo (nome de casada): 5 de outubro de 2012
Biometrics: 24 de outubro de 2012
Agendamento da entrevista: 16 de novembro de 2012
Aprovação do Advance Parole: 19 de novembro de 2012
Aprovação da permissão de trabalho: 19 de novembro de 2012
Recebimento da Work Permit + Advance Parole: 28 de novembro de 2012
Entrevista do Green Card: 19 de dezembro de 2012
Recebimento do Green Card: 2 de janeiro de 2013


4 de abril de 2013

thanksgiving

Novembro de 2012.

A melhor coisa da chegada do inverno aqui é o thanksgiving, uma combinação mágica de comida, família e frio. Por ser uma tradição dos Estados Unidos, o meu coração não fica apertado por estar longe do Brasil. Para mim, é um feriado drama free. Bem diferente do Natal.


Além disso, é a data que a gente faz questão de ir para a casa dos pais do Jared. Eu adoro curtir o aconchego da casa da sogra, visitar os amigos da escola, bater papo com a cunhada e passear por Lincoln. A cidade, apesar de ser a capital da Nebraska e ter mais de 250 mil habitantes, tem uma atmosfera de cidade bem pequena, com um clima amistoso e aquele bairrismo tão meu.

Eles dizem que tudo da Nebraska é melhor, orgulhosos bastardos que nem os gaúchos. Lincoln é a boa vida e/ou a vida boa. É mesmo.

O bônus da viagem é a visita dos avós dele. Esse ano, com 97 anos e ainda dirigindo 3 horas até a casa dos pais do Jared para nos verem e, como se não fosse o suficiente, trouxeram uma torta de cereja dos deuses, feita pelo seu Harry, com as cerejas colhidas no quintal (alôu, juventude?). Fofura demais. Da próxima vez, eu que vou na casa deles.


Entre família e amigos, o feriado fica pequeno. O tempo passa voando, com a mesma rapidez que em Pelotas, no meu Rio Grande do Sul, não dá tempo de ficar com todo mundo o tempo que a gente gostaria, mas dá aquela recarregada nas energias. Não existe lugar melhor no mundo daquele  que a gente pertence.

Las Vegas é a nossa casa, mas não é o nosso lugar, nem o meu, nem o dele. A gente sabe disso. Talvez, uma dia mude ou, talvez, a gente se mude.

Nesse sentido, ver o Jared no lugar dele é revigorante. Ver ele interagir no mundo dele, mundo esse em que eu não sou o centro das atenções é sempre uma descoberta para mim. Porque, apesar de eu ser mimada demais, ser o centro das atenções cansa.

Para eu tentar me encaixar nesse mundo novo, toda vez que eu vou para Lincoln, eu passo por um ritual de restaurantes favoritos e coisas que eu TENHO que comer e ainda pular de bar em bar e tomar o drink famoso de cada boteco. Por exemplo, tomar o fish bowl [aquário] no Duff's ou o elk creek water [água do riacho do veado (??)] no Sandy's Bar, mas eu ainda me vingo dele e faço ele tomar um mato rato no bar da Ruth, em Encantado.


Tudo isso sem falar nos shots e nos drinking games. É muito amor e muita ressaca, sempre.

Entre um drink e outro, uma fofoca e outra com o clube das esposas e namoradas, eu me pego observando ele, leve, solto, interagindo, rindo de alguma piada interna, curtindo os amigos e os amigos curtindo ele, do jeito que eu curto.

Sabe quando a gente se reapaixona? Sabe aquela luzinha que pisca dentro da gente, quando a gente dá de cara com as fotos de infância da pessoa que a gente ama? Loirinho, fofinho, amado. Ou quando aquela tia babona, lembra do aniversário de dois aninhos e do bolo de macaco que ele queria? Ou ainda quando a gente dorme no antigo quarto no sótão?

Agora ele é meu, junto com o quarto no sótão e toda a bagagem que ele trás da vida. Eu quero um bolo de macaco também.


O domingo chega antes da ressaca ir embora e já é hora de despedida de novo. A mesma coisa: choro, abraço, mala, aeroporto, saudade antecipada... Essa vida ainda acaba comigo. Não posso dizer que foi a vida que eu escolhi, mas escolhi esse amor que veio com essa vida e tenho que aprender a lidar com isso. Super mereço um bolo de macaco!