9 de maio de 2013

natal

24/25 de dezembro de 2012.

Eu adoro Natal, aquele clima bom de final de ano, montar árvore, juntar a família, presentes. Esse ano, eu podia ter tudo isso, menos a família. Nem a minha, nem a dele. Só a nossa família mesmo: eu, ele e o Chima. Mal passou o Thanksgiving e eu já comecei a decorar a casa, comprar coisinhas fofas e tudo mais. Era o nosso primeiro Natal juntos, na nossa casa. Eu decidi que não ia ficar melodramatizando a vida e que ia fazer valer a pena.

A única coisa que eu queria de Natal eram passagens para ir ao Brasil em janeiro. Sem falar na saudade constante da minha família, duas das minhas melhores amigas estavam se formando na mesma semana. Uma no dia 5 e a outra no dia 11 de janeiro (também aniversário do meu pai). Compramos as passagens em segredo no comecinho de dezembro, antes dos preços subirem ainda mais, mas depois conto essa história para vocês.

Com as despesas do Green Card e as tais passagens compradas, eu tentei fazer ele me prometer que não iria me dar presentes, mas não deu certo. Então, chegamos ao acordo de gastar no máximo $50 dólares com os presentes um do outro.

Um desafio e tanto. Primeiro que comprar coisas para o Jared já é um inferno por si só, porque ele tem tudo. Com pouco dinheiro no bolso, ficou mais difícil ainda. A minha primeira parada foi a Dollar Tree. Uma loja onde tudo custa U$1, a lá R$1.99 no Brasil. Comprei balas, chicletes (porque ele é uma formiga) e mais umas bugigangas para fazer volume. Gastei U$9. Em outro lugar, comprei um roupão fofinho por $25, uma coisa que ele não tinha e tava frio, frio, frio aqui em Vegas.

Para me ajudar na missão impossível, eu tinha um cupom de $10 numa loja de esportes. Não achei nada que ele fosse gostar e acabei comprando uma calça de pijama, que custava U$14. Paguei U$4 com o cupom. Para completar, comprei uma camiseta de manga comprida com capuz, por $15. Muito estilosa. E uma manta, mais estilosa ainda, na esperança que um dia, num futuro remoro, o meu Nebraska guy desenvolva um senso de moda europeu! Passei da minha cota, já? Um pouquinho pode, porque ele merece. No final das contas, deu bem para encher o pé da árvore.



Chegou o dia 24. O chefe do Jared tinha nos dado um peru. A nossa missão do dia era cozinhar o tal peru devidamente. Enquanto o bichinho estava no formo, fomos cozinhando outras coisas para acompanhar. Purê de batatas, mais um prato tradicional americano com vagem (sim, VAGEM), molho gravy e por aí a fora.


 Ficamos até as dez da noite na cozinha, fazendo comida para uma batalhão. Até agora não sei porquê. A nossa ceia em si durou apenas quinze minutos, mas o dia, acredite se quiser, foi uma delícia assim como a comida. Passamos o resto da semana comendo as sobras. Sanduíche de Peru, salpicão de peru, salada com peru. Portanto, não me convidem para comer peru tão cedo.

Como vocês sabem, aqui eles só abrem os presentes na manhã de Natal. Eu fiquei extremamente desapontada quando o Jared disse que eu tinha que esperar até o dia seguinte. No meu país não é assim não. Para equilibrar as coisas, concordamos em abrirmos dois presentes cada um.

Antes de dormir, eu disse no ouvido dele que não queria ter passado esse Natal em nenhum outro lugar. E era verdade. Não era o tanto de vinho que eu tinha tomado. 

Na manhã seguinte, fizemos café e sentamos no chão na frente da árvore. Abrimos todos os presentes e eu nem me lembro o que eu ganhei de coisas materiais. No entanto, desde esse dia, eu sempre me lembro que não tem presente melhor do que ser feliz a lado de quem a gente ama. Feliz Natal!




PS: desculpem o atraso. Esse Natal demorou para chegar aqui no bloguinho :/

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