12 de julho de 2013

um ano inteiro

Maio de 2013.

O 12 de maio passou tão rápido como chegou. Eu só me dei conta no dia seguinte que um ano inteiro tinha passado desde aquele 12 de maio que eu coloquei os meus pezinhos nos Estados Unidos para ficar. O coração apertado, receoso, alegre e triste. Eu de novo, naquela montanha russa de emoções, medos e expectativas.

De lá pra cá, as crises de choro e saudade diminuiram tanto que hoje são quase raras. E essa foi a minha conquista esse ano, fazer as pazes com a minha decisão. Aceitar o que eu não tenho perto e agradecer o que eu tenho. 

Afinal de contas, eu sempre gostei muito de culpar a situação, mas não foi a vida que me trouxe para cá. Fui eu mesma que, mesmo sem entender direito, entrei naquele avião naquela madrugada esquisita. Fui eu que escolhi vir, mesmo parte de mim querendo ficar. Eu vim e a minha coragem veio comigo escondida no fundo falso da mala e foi (e será) de grande ajuda em dias de temporal.

A boa notícia é que Las Vegas tem uma média de 294 dias de sol por ano. Só fica triste quem quer. Com o sol brilhando lá fora, os meus "e se" se foram.  Se isso ou se aquilo tivesse acontecido não importa mais. A vida é uma estrada de mão única e mesmo que um dia eu resolva voltar, o caminho com certeza não será o mesmo. A vida não tem volta.

Deixando as minhas filosofias de bar e blog de lado, uma semana depois, outro ano inteiro tinha se passado. Um ano de Chima. Adotamos ele oito dias depois que eu cheguei e apesar de ter sido rápido, foi a melhor coisa que a gente podia ter feito. Teria sido tão mais difícil sem ele. Nós aprendemos juntos a chamar esse lugar de casa. Ele é o companheiro mais compreensível e paciencioso de todos, depois dele vem o Jared. :P


Eles os dois deram sentido para a minha vida nesse ano transitório. Agora, já ando com as minhas perninhas por aí correndo atrás do meu destino, seja ele qual for. Estou indo atrás dos meus sonhos devagarinho, exercitando a paciência que aprendi com os meus meninos citados acima. 

Um ano inteirinho depois tantas coisas mudaram. Eu me sinto a cada dia mais forte, cheia de planos e com a coragem estampada na estante da sala. Ás vezes, ainda amoleço, como um lembrete de que a vida não é fácil para ninguém. Tão pouco para mim.

Tive uma professora de inglês logo que mudei para cá em 2008 que era exigente ao extremo, meio preconceituosa e um pouco desatualizada no auge dos seus 70 e tantos anos, mas de todos os absurdos que ela deve ter tido, eu guardei essa frase: são os altos e baixos que tornam a vida tão fascinante para nós seres humanos.

Então, quero agradecer a vocês que embarcaram comigo nessa roda gigante. Vocês também fizeram esse ano mais fácil, com comentários, conselhos, e-mails e até "cobranças". Ter o compromisso de escrever (quase) todas as quintas foi o impulso que eu precisava para seguir vivendo essa minha/nossa história. Muito obrigada mesmo, semana que vem tem mais.

14 comentários:

  1. Ai que lindo este post Fabih, fico muito feliz em saber que estás feliz e que tomastes a decisão certa. Beijão

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    1. Ahh! Muito obrigada Monica! Lembra como eu tava perdida, naquelas epocas de cassino e tudo mais! hehehe uma hora a gente se acha! Saudade tuas, obrigada pelo carinho. Beijao

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    1. Obaa! Comentário da Rebs! :D muito obrigada! Curte bastante a Dona Sara, cada dia mais mimosa! Saudades tbm! beijao

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  3. Nem me fala de aeroporto ... Cada vez que me lembro das coisas que você já viveu nesse lugar no minímo inusitado , sinto meu coração de torcedora sofrer de novo . ( Torcedora por vocês e isso inclui o Chima , claro . )
    Bjs e seja muito feliz !
    Lana

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    1. hahaha eu tbm sou traumatizada com aeroporto! sempre um sofrimento! Muito obrigada pela torcida Lana! Chima manda uma lambida! Beijokas

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  4. Lindo! E obrigada você por compartilhar essa história linda com a gente, que nos faz sorrir e chorar ao mesmo tempo, dando conselhos valiosos sem mesmo saber, por mostrar que estar longe não significa estar distante. Parabéns pela coragem, em todos os sentidos. Tu merece toda a felicidade que conquistastes.
    Bjs

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    1. Muito obrigada Annita, por tanta fofura sempre!! :) qd tiver um tempinho, manda noticias!! beijo grande

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  5. Fabiana, achei linda a sua idéia e a sua dedicação com o blog! Passei horas lendo, gargalhando, e me identificando com várias situações. Parabéns pela coragem de encarar todos os seus medos, suas dúvidas, angústias e viver essa história feliz. Morei fora, arrumei um namorado, e falo com conhecimento de causa: o medo as vezes nos priva das melhores surpresas.

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    1. Oi Gabi, bem vinda ao NQMC! Hj eh o aniversario de uma amiga minha de infancia, chamada Gabi! hahaha achei uma coincidencia bonitinha que vc acabou parando por aqui no dia dela, com o mesmo nome!

      Enfim, muito obrigada pelo comentario e pelo carinho, que bom que vc gostou do blog! Concordo, o medo priva a gente mesmo. Por isso, temos que enfrentar do jeito que da! Vem sempre dar uma espiada aqui. Beijao

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  6. Fabi, vc não tem noção de como espero seus posts todas as sextas de manhã, parece que eles coroam a semana. Se a semana foi boa, se a semana foi ruim, td fica melhor depois da sexta de manhã....rs

    Acho que o pior de morar longe passa a ser mesmo a saudade né?
    Tenho planos de ir morar em Orlando, por enquanto só planos, talvez em 2015. Vou querer sua visita!

    Bjão

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    1. Ai muito obrigada Debora! Com certeza, isso só me da mais vontade de continuar escrevendo religiosamente. Aliás, o texto da semana q vem já está no forno!

      Sim, a saudade é a única coisa que não passa. Melhora bastante com o tempo, mas qd aperta, não tem jeito!

      Pois é, quero saber desses planos aí! Gostei :D vamos visitar sim, nunca estivemos na Florida. Me mantem informada :) beijokas

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  7. Estavas inspirada né? Lindo post!
    Ler estas palavras faz com que nós, que estamos aqui torcendo de longe, também tenhamos paciência para deixar a saudade virar algo doce como as lembranças boas de tantos momentos bons que tivemos perto. Quando tu estás feliz, nós também estamos! :D

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    1. hahaha pelo jeito eu estava mesmo! Foi daqueles posts assoprados ao invés de escritos! A felicidade com certeza conforta a saudade. Sem falar que é melhor morrer de saudade de vcs, do que não ter nada para relembrar ou dividir! Feliz por ti tbm, sempre na torcida! <3

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