31 de outubro de 2013

para sonhar

Gente! Tá chegando o dia e o dia não para de chegar. Estou uma pilha de nervos. Mas, é um nervosismo gostosinho. Se é que isso pode.

O estômago já nem tem mais borboletas, agora são papagaios, tucanos, jacarés e ursos polares. Acordo no meio da noite para ir no banheiro e fico me dizendo: Fabiana, não pensa no casamento, pensa em outras coisas. Uva. Banana. Abacaxi. Morango. Morango? A sobremesa do casamento tem morango. Não, Fabiana, não pensa no casamento. Volta a dormir, Fabiana. Olha que delícia de travesseiro, vai dormir. 

Às vezes dá certo e eu volto a dormir, outras vezes eu fico uma hora me virando de um lado para outro na cama, tentando lembrar o que eu estou esquecendo. E assim vai.

Na academia é a mesma coisa, um dia me peguei com os olhos cheios de lágrimas na esteira imaginando encontrar minha amiga Cindy no aeroporto, que não vejo há 3 anos. 3 anos! Aí eu já começo a imaginar todas as outras coisas e começo a sorrir no meio do elíptico. O povo da academia deve achar que eu tenho problemas. E eu tenho mesmo. Pelo menos, essa maratona emocional está me ajudando a emagrecer os últimos quilinhos antes de entrar no temeroso vestido branco.

Falando nisso, a costureira me disse com todas as letras que eu NÃO posso emagrecer. hahaha Achei o máximo. O vestido está certinho, diz ela. Se eu emagrecer vai ficar feio. Oi, Brasil? Nunca achei que eu ia ouvir isso de alguém de forma tão sincera. "Não é pra emagrecer." Claro que eu não concordo, era para ter encomendado um tamanho menor! Mas enfim, continuo saboreando as palavras da costureira e azar do mundo magro. Suck it, bitches! (Sorry, I had to).

Como estou aqui sonhando dormindo e sonhando acordada, vou deixar vocês nesse climinha. Semana que vem tem mais um pouquinho de expectativa e antecipação. E depois vem o grande dia! =) Happy Halloween.




24 de outubro de 2013

sobre ele

Um dia, eu prometi que ia escrever um post inteirinho sobre o Jared. Chegou o dia. É difícil colocar em palavras tudo que ele representa para mim sem ficar parecendo aquelas adolescentes chatas. Se o estômago de vocês é sensível à melação, parem de ler aqui.

Esse blog foi sempre para mim e sobre mim. Os sentimentos e personalidade do Jared quando apareceram aqui foi através do meu ponto de vista, em conjunto ou contraste com os meus sentimentos. Nunca escrevi sobre ele e tão só ele.

O Jared nasceu no dia 4 de agosto de 1986. Na capital do estado da Nebraska. No meio do país. O lugar de onde ele vem, define muito quem ele é. As pessoas lá tem um coração enorme e só indo para Lincoln para saber.

Desde o comecinho dessa história toda, ele sempre disse que eu ia ser dele. No sentido figurado, é claro. Não vou entrar nesse mérito, obviamente, mas acho que o fato de eu ser tão dona do meu nariz, foi o que mais motivou a ele a querer " me ter".  Eu, por também ser um pouco teimosa, me identifiquei com a teimosia dele e acabei querendo que ele "me tivesse". Sim, porque no começo, foi tudo teimosia da parte dele. Homem teimoso demais.

Ele queria ficar comigo custe o custasse. E não falo isso para me gabar. Não me levem a mal. Em muitos momentos, eu quis que ele não me quisesse mais. Não seria o primeiro. Talvez nem o último. No entanto, mais do que querer, ele estava determinado a passar o resto da vida comigo. Não tinha jeito. 

Determinação é sempre a primeira coisa que eu penso, quando eu penso no Jared. Depois vem trabalho, dedicação, simplicidade e diversão. Ele trabalha mais do que todo mundo que eu já conheci na vida. Ele trabalha demais. Esse trabalho todo e tão somente essa dedicação, levou ele ao cargo de vice-presidente da empresa. Dedicação que ele também tem comigo e com o nosso relacionamento.

O Jared tem orgulho, mas não é orgulhoso e quando eu falo trabalho, eu falo trabalho intelectual e braçal. Ele não tem medo de meter a mão na massa. Não tem frescura. E aí, entra a simplicidade. 

Ele é simples, fácil e descomplicado. Ele é seguro. Seguro o suficiente para me pedir desculpa, mesmo quando ele não está errado. Não por ser babaca, mas por ser uma pessoa muito melhor que eu, que joga tanto tempo fora remoendo as coisas, enquanto ele vive.

Ele vive e me ensina a viver. Não custa muito para gente ser feliz. A gente faz uma jantinha qualquer e fica tudo gourmet, porque a gente faz junto, com carinho e diversão. Essa é a outra coisa que define o meu Jared. Bom humor. A gente ri um do outro e a gente chora de rir junto. As pessoas sempre dizem que a gente deve casar com quem nos faz rir. Eu não só concordo, como aceitei o conselho e estou prestes a aceitar de novo.

Nem tudo são flores e nunca foi minha intenção criar uma imagem ilusória de nós dois. Acho que vocês sabem disso. A gente briga sim, mais do que deveria. A gente se implica. A gente quase fica de mal, mas nunca dura.

Às vezes eu dou o braço a torcer, às vezes ele. A gente é flexível. Exercitamos flexibilidade todos os dias. E vamos para a academia juntos. Vamos escalar juntos. Vamos no supermercado juntos. E no shopping. Eu não sei mais comprar roupas sem o Jared. Critiquem-me. Eu não gosto de comprar roupas sem o Jared. 

O Jared pinta e dá banho de creme no meu cabelo. Eu dobro as cuecas dele e separo as camisetas por cor. E isso não faz nenhum de nós dois menos homem ou menos mulher. Fazemos um para o outro. E pronto.

A gente faz as contas da casa juntos. Dorme e acorda junto. Toma banho junto. Sai para jantar, para dançar e vamos ao cinema. Agora a gente dança sem sair de casa. Jogamos vídeo games, fazemos projetos de decoração na garagem e enchemos a cara.

Uma vez ele me disse, que quando dividia um apartamento com os melhores amigos, tinha dias que ele não queria nem ver os caras. Ele enchia o saco. Ele não entende como ele não se enche o saco de mim. Nem eu, para falar a verdade. E isso já faz um ano e tanto. Quem sabe daqui um tempo? Que esse tempo não venha.

A gente faz tudo isso juntos e não deixamos de ter as nossas individualidades, particularidades. Sabemos existir sem o outro, mas não queremos. E agora, não precisamos. Outra coisa que as pessoas dizem, tão sábias e cheias de palpites, é que devemos casar com o nosso melhor amigo. Ficou desnecessário dizer mais.

Estou aqui na expectativa, contando os dias para casar de novo com o amor da minha vida, o meu maior fã e incentivador e o meu melhor amigo, por tão tão mais clichê que seja. O amor é clichê. E a gente também.

17 de outubro de 2013

falta um mês

Quando eu estava na primeira série, minha professora da época foi reclamar para a minha mãe que eu conversava demais com os meus coleguinhas. Vocês acreditam numa coisa dessas? No entanto, o meu rendimento escolar era bom, o problema era que eu fazia os meus exercícios rápido para poder papear.

Assim sendo, eu comecei a receber tarefas extras da professora, a fim de me manter ocupada e quieta. Prova que ela era uma excelente professora, é que essa técnica funciona até hoje. Aqui estou eu, ocupada e quieta. Por isso, não dei as caras por aqui semana passada.

Eu sou aquele tipo de pessoa que funciona muito bem com uma lista de afazeres. Enquanto a lista não termina, eu quase não durmo. Assim tem sido os meus dias, um item da lista de cada vez. Como todo virginiana que se preza, sinto um prazer quase orgasmático em riscar itens da minha lista. 

Falando em signo, se eu pudesse escolher um mês da minha vida para não ser virginiana, seria esse, com certeza. Minha personalidade perfeccionista, detalhista, exigente e controladora está acabando comigo! Eu não me aguento mais. 

Mas enfim, ao mesmo tempo estou feliz. Feliz mesmo. Sei que se nada sair do jeito que eu estou planejando, é porque vai ser melhor do que eu planejei. Bem do jeitinho dessa vida de casada fora do país que eu nunca quis, mas que hoje não consigo imaginar não viver. 

Estou me auto-condicionando para me estressar bastante até quarta-feira, dia 13 de novembro. A partir de quinta, estarei proibida por mim mesma de surtar. Vou focar no essencial e não nos detalhes, nas pessoas e não nos guardanapos, nas emoções e não nas flores.

Me desculpem a brevidade, mas preciso voltar para a minha lista. Já está me dando uma coceira. Como eu gostaria de poder convidar todos vocês que acompanham o NQMC, aqui vão as fotos do convite. Se sintam convidados de coração. Muito obrigada pelo carinho de todo mundo que vem sempre aqui, torce, ri e chora com a gente. =)




3 de outubro de 2013

dois pra lá, um pra cá outro acolá

Outubro de 2013.

O noivo não sabe dançar. Na verdade, ele até dança, mas falta um gingado no bichinho. Deve ser uma coisa de Brasil. Ou uma coisa minha, que fui criada por um pai, que cresceu nos CTG's (Centro de Tradições Gaúchas) da vida. O meu velho dança tão bem que eu mal consigo acompanhar. Danço uma e devolvo ele para minha mãe que já tem quase 30 anos de estrada.

De qualquer forma, o fato de o Jared não saber dançar só piora com a ideia de que ele acha que sabe dançar. Sim. Ele acha que sabe dançar. Nada disso seria problema, se não fosse por um momento conhecido como primeira dança dos noivos. 

Tendo isso em vista, nós concordamos em fazer umas aulinhas de dança de casal para soltar os ossos e coordenar os esqueletos. Quando a gente sai para dançar aqui, só toca música de balada. Não tem nem um pagodinho, nem nada.

Lá em junho, fomos em alguns estúdios dar uma olhada e o Jared acabou gostando de um professor bem descolado, chamado Martin. Eu achei que ia ser uma experiência legal. Mais um tempo que a gente investe na gente e no nosso relacionamento. O resultado só pode ser bom. Né?

Não necessariamente. Começamos as aulas em agosto, porque o mês de julho se perdeu no calendário. O Jared me fez jurar de pé junto que eu não ia contar para ninguém que eu arrastei ele para aulas de dança. Então, é segredo nosso. 

Foram oito aulas, que oscilaram entre muito amor e ódio. A linha do tempo de sentimentos foi a seguinte: entusiasmo, diversão, frustração, stress, tensão, instinto assassino, confiança, cumplicidade e realização.

Terça-feira foi a nossa última aula. Um viva para nós! Estamos bem felizes com o resultado do esforcinho que fizemos juntos. O Jared mais feliz ainda por não precisar mais dançar com o professor. O que me fazia morrer de rir. Se vocês vissem a cena, iam rir junto.

Além disso, também estou um pouquinho orgulhosa em saber que puxamos os nossos limites de casal mais uma vez. A gente sempre sai mais forte. A nossa primeira dança não vai ser nada de outro mundo, bem longe de uma dança dos famosos, mas pelo menos a ideia de dançar no casamento não nos assusta mais.

A gente finalmente consegue dar dois pra lá, dois pra cá sorrindo e sem se enredar um no outro. Os longos dois minutos e trinta segundos da música que escolhemos deixou de ser uma eternidade e voltaram a ser apenas dois minutos e trinta segundos. 

Dançar juntos é uma metáfora óbvia para falar de casamento. A vida a dois exige muito rebolado. Um tem que entrar no ritmo do outro. Casamento para mim é isso. É funcionar bem junto. Encaixar. Infelizmente não adianta ter amor, se não tem encaixe, se não tem ajuste. Não adianta. Ame as suas plantas.

Quando o negócio é casamento, o amor é metade, o resto é afinidade, amizade e trabalho em equipe. E a nossa dancinha representa um pedacinho disso tudo. Só falta a gente fazer certo no dia. Chega logo dia.